quinta-feira, 17 de julho de 2008

Tubos de Aço



O tubo de aço é um dos produtos siderúrgicos mais versáteis. Sua aplicação vai desde a indústria moveleira até às obras de infra-estrutura. Com base no processo de fabricação, o mercado dispõe hoje de dois tipos de tubo: inteiriços (sem costura) e soldados (com costura).
Os tubos sem costura são produzidos por extrusão, perfuração ou mandrilagem, a partir de tarugos de aço, podendo atingir diâmetros de até 660 mm.
Tiras de aço laminados a quente são a matéria-prima dos tubos com costura. A largura da tira corresponde ao diâmetro do tubo, que apresenta grandes variações, podendo chegar a 762 mm. Para formar o tudo, são utilizadas várias formas de soldagem, a mais freqüente é o processo E.R.W. (Solda por Resistência Elétrica) com alta freqüência.
Os tubos produzidos com aço laminado a frio devem ser submetidos a cuidados especiais, já que este tipo de matéria-prima é altamente susceptível a oxidação. Os tubos devem ser armazenados e transportados sempre evitando a umidade, pois tendem a amarelar, comprometendo sua aplicação.
Aqueles que utilizam laminados a quente correm menos risco com relação à oxidação. Os tubos podem ser armazenados e transportados em condições normais, até mesmo a céu aberto, sem que sua qualidade seja prejudicada. Obviamente, o tempo de exposição não deve ser prolongado.
Baixo teor de carbono
Para aplicações mais comuns, utiliza-se o aço com baixo teor de carbono (0,10% a 0.25%), com resistência à tração variando de 35 a 50 kgf/mm2. Os valores mais elevados de resistência mecânica são obtidos no estado encruado pelo estiramento. A resistência à tração, nos tubos provenientes do mesmo lingote, é maior nos tubos de menor diâmetro, devido à conformação mecânica mais intensa a que são submetidos. Normalmente, os tubos são estirados a frio, com os seguintes objetivos:
Produzir paredes mais finas;
Produzir diâmetros muito pequenos;
Melhorar o acabamento superficial;
Obter tolerâncias dimensionais mais rigorosas;
Melhorar certas propriedades mecânicas, como resistência à tração;
Produzir formas diferentes da circular.
Quando é desejado um tubo para aplicação a elevada temperatura, resistente à corrosão e à oxidação, utiliza-se aços-liga. Para os casos em que se necessita de resistência ao calor e à fluência, adiciona-se molibdênio ou molibdênio e cromo em pequenos teores.
Cromo: melhora a resistência à corrosão e oxidação, além de aumentar o limite de escoamento, a resistência à tração e a dureza. O teor máximo encontrado nesses produtos tubulares é de 9%.
Molibidênio: melhora a resistência à fluência a elevadas temperaturas, mas não melhora a resistência à corrosão ou à oxidação. O teor máximo é de 1%.
Qualidade da solda
A verificação da qualidade da solda e do produto final pode ser feita por meio de ensaios destrutivos ou ensaios não destrutivos. São eles:
Eletromagnético: testa as descontinuidades do tubo por meio de correntes parasitas. Não garante a estanqueidade, porém é admitido como o teste opcional ao hidrostático, na maioria das normas de condução, devido a sua grande velocidade de execução.
Hidrostático: consiste em testar o tubo a uma determinada pressão hidráulica para garantir a estanqueidade.
Ensaios destrutivos: durante o processo de fabricação são realizados vários ensaios mecânicos destrutivos em amostras retiradas durante a produção, como alargamento, flangeamento etc.